Aqui atendem-se Pessoas.
Não diagnósticos, não rótulos.
Pessoas.
Neste consultório, o que chega primeiro não é o problema — é a Pessoa. Com a sua história, a sua singularidade, aquilo que a define para além de qualquer classificação.
Aquilo que ainda não tem palavras, ainda não tem forma. A terapia é, também, o lugar onde o sofrimento aprende a dizer-se — e ao dizer-se, muda.
Há mais de vinte e cinco anos que me sento com pessoas. E o que a experiência me foi ensinando — nem sempre de forma suave — é que a psicoterapia não é o lugar das respostas. É o lugar onde duas pessoas concordam em ficar com a pergunta.
Não me move a ideia de curar. Nunca me moveu. O que me faz voltar, sessão após sessão, é outra coisa — mais difícil de nomear. É a possibilidade de estar verdadeiramente presente. De deixar que o que o outro traz me chegue de facto, sem que eu me dissolva nisso. É mais simples do que parece. E muito mais difícil do que parece.
A perspectiva relacional trouxe-me uma certeza que não me larga: a mudança não vive só na técnica. Vive no encontro. No encontro terapêutico real — não no idealizado, não no limpo e sem arestas, mas naquele que tem tensão, silêncio, mal-entendido, e às vezes reparação. É precisamente nessa imperfeição que algo se move.
Carrego comigo muitas vozes de quem se sentou do outro lado. Mudaram a forma como ouço o sofrimento, as palavras que escolho, e também — não tenho dúvidas — quem sou. Não sou apenas quem acompanha. Fui transformada por cada relação que me foi confiada, e reconheço isso sem hesitar, sabendo de antemão que somos projectos contínuos de construção e desconstrução.
Continuo com a mesma convicção de sempre, consciente de uma humildade que só o tempo e a experiência ensinam: que o outro nunca cabe inteiramente na nossa compreensão. E é exactamente aí — nesse espaço que não se fecha — que o encontro terapêutico acontece a sério.
É normal sentir-me assim?
Sim. O sofrimento não precisa de justificação. Não é necessário estar em crise para procurar ajuda — basta sentir que algo dentro de si pede atenção.
Tenho de ter um problema grave para vir?
Não. A terapia não é apenas para momentos de ruptura. É também para quem sente que algo não está bem, mas ainda não sabe exactamente o quê — e quer começar a perceber.
Como sei se isto é para mim?
Não é necessário ter a certeza para começar. Pode trazer a dúvida consigo, e começarmos por aí.
Procurar ajuda é sinal de fraqueza?
É precisamente o contrário. Reconhecer que se precisa do outro exige uma coragem que a maioria evita durante anos.
O que acontece na primeira sessão?
A primeira sessão é, antes de tudo, um encontro. Não há avaliações nem julgamentos — há espaço para que se apresente como quiser, ao ritmo que conseguir. É também o momento em que avaliamos juntos se faz sentido continuarmos.
E se não souber o que dizer?
Não saber o que dizer é, muitas vezes, o ponto de partida mais honesto. O silêncio também tem lugar aqui.
Tenho de falar de tudo?
Não. Ninguém é obrigado a ir a nenhum lugar antes de estar pronto. O ritmo é seu — e respeitá-lo faz parte do trabalho.
Vai julgar-me pelo que partilhar?
Não. Este espaço existe precisamente para o que não consegue dizer em mais lado nenhum.
As sessões são confidenciais?
Sim, integralmente. O que é partilhado neste espaço, permanece neste espaço. A confidencialidade não é apenas uma obrigação ética — é a condição que torna o encontro possível.
A terapia vai mudar-me?
Não vai mudar quem é — vai ajudá-lo a conhecer-se melhor. O que faz com esse conhecimento é sempre, e apenas, seu.
Quanto tempo dura o processo terapêutico?
Não existe uma resposta única. O tempo é de cada pessoa — do seu ritmo, da sua história, daquilo que traz. O que posso garantir é que o processo tem sempre um sentido, mesmo quando ainda não é visível.
Posso interromper quando quiser?
Sim, sempre. A terapia é um espaço de liberdade — não de obrigação. Se e quando quiser parar, isso também será conversado, com o mesmo respeito com que tudo o resto é tratado.
Sou associado/a da AAC. Tenho desconto?
Sim. A Metanóia tem protocolo de colaboração com a Rede de Apoio Psicológico da AAC. Todos os Associados beneficiam de um desconto directo de 40% sobre o valor de tabela em consultas de psicologia — em vigor desde Maio de 2026.